Na última quarta-feira, 12 de fevereiro, instituições de pesquisa, governo e prefeitura participaram de reunião para tratar sobre o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Amapá (ZEE-AP).
O Zoneamento Ecológico Econômico tem como objetivo viabilizar o desenvolvimento socioeconômico com a conservação ambiental. Este mecanismo de gestão ambiental consiste na delimitação de zonas ambientais e atribuição de usos e atividades compatíveis segundo as características (potencialidades e restrições) de cada uma delas.
O objetivo é o uso sustentável dos recursos naturais e o equilíbrio dos ecossistemas existentes.
O chefe-geral da Embrapa Amapá, Nagib Melém, reforçou que a primeira fase será a de planejamento; posteriormente, será elaborado um diagnóstico do meio físico e social (análise de vegetação, geologia, solo e das comunidades). A partir daí, inicia o prognóstico, onde as informações são cruzadas para determinar as zonas onde se pode ter produção de determinada cultura, por exemplo. A última fase é a implementação. Melém explicou que o zoneamento procura ordenar o território e fazer com que as relações se tornem harmônicas. Ele exemplificou os impactos que o ZEE deve gerar na sociedade. “As vezes, uma produção agrícola está em um lugar não adequado ambientalmente. O ZEE vai dar subsídios para que ela seja desenvolvida em um local melhor. Por exemplo, o cerrado é adequado para o cultivo de grãos, mas, as florestas não”, disse. Ele acrescentou que o projeto também é voltado para as áreas urbanas. “Vamos ter mapas indicando onde existem concentrações urbanas que precisam de, por exemplo, uma escola ou de um posto de saúde”, salientou, reforçando que todo o processo será coordenado por uma equipe local.
Segundo o secretário municipal de administração, Rogério Meireles, “O Zoneamento Ecológico-Econômico, chega em um momento especial para Calçoene, tendo em vista que desde que lançamos o Selo Calçoene2030, todos os planejamentos e ações estão pautadas em seguir as ODS, que visa Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos.”
Atualmente a Coordenação Zoneamento Ecológico Econômico é composta por Aristoteles Viana – IEPA, Cláudia Chelala – UNIFAP, Hebson Nobre – SEPLAN, Nagib Melém – Embrapa/AP.
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