sexta, 02 de agosto de 2019 - 18:50h
Projeto “Nas Trilhas do Cunani: história e poesia” inspira pertencimento cultural e desperta potencial empreendedor em Calçoene
“Nas Trilhas do Cunani: história e poesia”
Por: Assessoria de Comunicação Municipal

Ações de imersão no conhecimento ancestral e no despertar da economia solidária movem um grupo de professores e ativistas socioculturais do município de Calçoene em torno de um objetivo: agregar pessoas para gerar transmissão de conhecimento e oportunidade de renda alternativa na região. Dessa órbita nasceu o Projeto “Nas Trilhas do Cunani: história e poesia”, que com apoio da Prefeitura ganha cada vez mais visibilidade e adesão popular.

A proposta tem provocado mudanças no comportamento dos agentes envolvidos, afirmam os idealizadores do Projeto. Segundo eles, o efeito é notado quando os participantes se reconhecem e reafirmam sua identidade enquanto comunidade, resgatando memórias e produzindo a partir delas novas vivências, com benefícios socioculturais e econômicos.

“As cidades têm alma. A de Calçoene são seus pontos turísticos e sua história que é muito rica. Estamos no epicentro da região do Contestado, que foi um processo de disputa territorial entre Brasil e França, ocorrido durante quase 200 anos”, informa o professor historiador, Gil Barbosa, durante a apresentação de dança do grupo formado por jovens talentos do quilombo do Cunani.

“Minha função como historiador é fazer que o calçoenense viabilize-se a partir da visualização do seu passado e possa congregar com esse passado, aqui no presente, promovendo oportunidades de emprego e renda”, explica Barbosa.

O componente didático do Projeto acontece sob a orientação de profissionais de diversas áreas do conhecimento, resultado do esforço conjunto que uniu a ONG Soldadinho Verde e a Associação Cultural Remasnescente Quilombola do Cunani neste sonho partilhado entre as instituições, que agora alcança novos parceiros e apoiadores.

Para Lurdes Gurjão, presidente da Associação Cultural Remasnescente Quilombola do Cunani, a expressão multidisciplinar inserida nas ações atrai a participação dos jovens, por meio de dinâmicas que estimulam a continuidade das manifestações culturais repassadas entre gerações, o que abre janelas de oportunidades para o futuro dessas crianças e adolescentes.

A culminância do Projeto “Nas Trilhas do Cunani: história e poesia”, ocorrida no último final de semana do mês de julho, na Praça Nossa Senhora da Conceição, no centro da sede do município levou mostras culturais, com apresentação de grupo de dança, show musical, recital de poesias e exposição do potencial gastronômico, artesanal e de comercialização de plantas. A venda dos produtos movimentou pouco mais de mil reais e reuniu cerca de 20 empreendedores.

Ponto de Partida

Antes do Projeto ganhar forma, Stelcia Costa Magyar, Coordenadora de Projetos da ONG Soldadinho Verde conta que a instituição nutria o sonho de levar estudantes para o sítio arqueológico (Parque do Solistício) e quilombo do Cunani, a fim de compartilhar experiências e saberes locais. O sonho acabou descrito no papel e a partir do planejamento e apoio do prefeito Júlio Sete Ilhas os estudantes também conheceram a praia do Goiabal.

“A partir da Trilha do Cunani alcançamos novos parceiros e assim iniciamos a Trilha do Goiabal. Estamos ampliando nossas ações e por isso não podemos deixar de dialogar com poder público. O prefeito Júlio Sete Ilhas, por exemplo, já sinalizou apoio ao Projeto, que no próximo ano pretende levar nossos estudantes para um intercâmbio na França”, ressalta a professora Stelcia Costa.

Durante as Trilhas, historiadores explicaram para os estudantes sobre as sociedades antigas, as disputas territoriais do período colonial, o valor histórico e cultural herdado pelo calçoenense. Ao final da excursão foi aplicado questionários e realizado oficina de poesias e redações narrativa, coordenados pela professora de artes, Maria do Carmo. “O olhar dos alunos foi orientado para observar as riquezas do nosso município, a partir disso eles produziram poesias e relatos da viagem. Foi uma experiência maravilhosa”, comenta a professora.

“Muitos de nós, que moramos aqui, não conhecemos a nossa própria história, a nossa origem. Eu tenho um filho de 11 anos, e entendo que eu preciso aprender sempre mais para repassar esse conhecimento para ele. Porque só assim, nos conhecendo, poderemos decidir o futuro que queremos para nossa comunidade. Agradeço ao senhor Júlio Sete Ihas pelo apoio que nos deu, porque a gente sabe que não é possível fazer um trabalho desses sem o apoio do administrador do município. Isso ficou claro para mim”, declarou Marciane da Silva Santos, membro do grupo.

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